
A maior história esse fim de semana, pode não ser somente como Lua Nova é incrível – terá provavelmente muito sobre o novo físico de Taylor Lautner.Alguns fãs ainda disseram que os músculos foram vencedores e as fizeram mudar suas alianças de TEAM Edward para TEAM Jacob.“Incrível! Deixe-me dizer, acho que essa foi provavelmente a melhor parte do filme – vê-lo quase nu o filme inteiro” Stephanie disse a MTV News depois de assistir a estréia de Lua Nova á meia noite em NYC.Outras fãs não apenas amaram os músculos, mas também o novo corte de cabelo de Jacob, que está curto. “Taylor definitivamente roubou a cena” outra fã disse. “Isso foi tudo sobre Taylor”.
Fãs adolescentes garantem o sucesso de Lua Nova

Vamos ser sinceros. Por mais que a crítica especializada venha descendo a lenha em “Lua Nova”, continuação do mega sucesso “Crepúsculo”, ambos baseados em livros da autora mórmon Stephenie Meyer, o sucesso do filme está garantido. As fãs adolescentes e suas mães já adoraram o filme bem antes de vê-lo.
Se no primeiro o êxito de bilheteria veio do boca a boca adolescente, neste os produtores tiveram mais tempo para preparar o terreno: desenvolveram grande campanha de marketing, levaram os astros a vários países e contaram com a produção e comercialização de inúmeros produtos oriundos da franquia.

O resultado: a melhor estreia cinematográfica de todos os tempos com US$ 72,7 milhões num único dia (incluindo exibições à meia noite e pré-vendas), desbancando “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, que havia conseguido US$ 67,2 milhões no seu primeiro dia de exibição em 2008 – se levarmos em consideração o final de semana de estréia dos dois filmes, entretanto, “Lua Nova” fica em segundo lugar, tendo alcançado US$ 142,8 milhões, enquanto Batman faturou mais de US$ 158 milhões.
Pra quê todo esse papo de bilheteria? Simplesmente porque o público, mais do que nunca em casos de franquias estabelecidas como essa ou “Harry Potter”, pouco se importa se o filme é ruim. Trata-se de um filme para as fãs, que amaram o primeiro, leram os livros e acompanharam cada migalha de hype jogada pelo estúdio na trilha que leva direto às salas de cinema.

Depois que Bella (Kristen Stewart), a mocinha, escapou de um vampiro do mal, ela tenta definir seu relacionamento com Edward Cullen (Robert Pattinson), o vampiro bonzinho. Mas, mesmo sem saber, ela também despertou o coração de Jacob (Taylor Lautner), que agora passa pelo processo de transformação para virar um lobisomem.
A trama tem início quando a família de Edward realiza uma festa pelo aniversário de Bella, que, ao abrir um presente, corta a mão. O sangue leva um dos membros da família Cullen a ir pra cima da moça, que é salva por Edward. O incidente faz o Edward temer pela vida da amada, e por isso decide se afastar, sumir do mapa, deixando-a em estado de depressão. Com o tempo, Bella aproxima-se de Jacob e descobre a verdadeira natureza do amigo.
Apesar de contar com diretor diferente de “Crepúsculo”, Chris Weitz, que tem experiência em cinema fantástico (realizou o fraco “A Bússola de Ouro”), “Lua Nova” repete alguns problemas da produção de 2008 e ainda subestima a inteligência do espectador. Um exemplo é a cena em que a câmera dá voltas em Kristen Stewart, quando essa lê dentro do quarto. O diretor aproveita para mostrar a evolução do tempo por meio das mudanças de estação pela janela. Tal cena seria interessante, se Weitz não colocasse também letreiros para indicar a passagem dos meses.
O trio protagonista formado por Pattinson, Stewart e Lautner é mediano. O primeiro é apático, fator evidenciado pela construção de seu personagem fraco e egoísta, que promete desaparecer e fazer Bella nunca mais lembrar dele, mas volta e meia faz aparições para controlar as decisões da menina (chato é pouco); a segunda, apesar de bonita, mantém a mesma expressão o tempo todo; e o último tomou tanto anabolizante para o novo filme que os detratores já o comparam ao Hulk, pelo rosto um tanto deformado após ficar bombado.
Salvam-se as presenças rápidas de Michael Sheen, que já atuou numa franquia sobre vampiros e lobisomens (“Anjos da Noite”), e Dakota Fanning, que surge em cena mais bonita que o habitual, mas pouco tem a fazer como uma vampirinha que faz outros da mesma espécie sentirem muita dor.
A maquiagem continua falha, ao ponto de ser possível perceber, nos vampiros, a linha no pescoço dos atores entre brancura e a pele natural. Enquanto isso, o roteiro se perde entre a tentativa de criar o conflito entre os dois amores de Bella e inserir um novo perigo no final, com os vampiros malvados da Itália. E mal utiliza a personagem Victoria, cuja vingança pelo namorado morto no primeiro filme fica para o próximos longa da série.
Ao menos os efeitos especiais deram uma melhorada e há mais ação, inclusive com boas doses de adrenalina, quando Bella tenta impedir Edward de se revelar ao público. É essa sequencia que impede “Lua Nova” de decepcionar quem não comprou o hype.
Mesmo com todos os defeitos, “Lua Nova” deverá agradar em cheio as meninas que colecionam tudo que o estúdio regurgita dos atores bonitões. E ainda que mantenha um subtexto casto, que defende a virgindade, não deixa de divertir quem presta bem atenção nos suspiros da mocinha. Ela deixa a impressão que está a fim mesmo é de um ménage a tròis com vampiro e lobisomem. Será que a donzela realmente é tão indecisa quanto parece?
ASSISTAM QUE É D+!!!!!!
BJO BJO